Freixo rebate acusações de que abriga em gabinete
advogado de ‘black blocs’
Por Rodrigo Rodrigues
O deputado do PSOL, Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, no Rio (Foto: Alerj)
Em resposta a uma reportagem publicada pelo jornal “O Globo” nesta terça-feira (11), o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) divulgou nesta manhã uma nota em que diz não ser responsável pelas atividades exercidas pelos empregados do gabinete fora do horário de trabalho. ...
Segundo a reportagem, o advogado Thiago de Souza Melo além de assessorar o deputado estadual do PSOL, comanda também uma ONG que presta assessoria jurídica gratuita a pessoas que são presas durante as manifestações por vandalismo e outros crimes no Rio.
“O Globo” afirma que Melo é um dos diretores do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), que em outubro passado já defendeu o tatuador Fábio Raposo, preso sob acusação de participação no crime contra o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago de Andrade.
Fábio Raposo, conhecido entre os militantes de esquerda como Fox, teria utilizado os serviços do DDH após uma série de manifestações em que fora autuado pela polícia por depredação patrimônio público.
Na nota, o deputado Marcelo Freixo admite que Thiago de Souza Melo é empregado do gabinete dele, mas diz que não há conflito de interesses no fato dele ajudar manifestantes a terem o direito constitucional de defesa garantido.
“A minha equipe é formada por pessoas ligadas aos movimentos sociais. Orgulho-me disso. Um deles é Tiago Melo, que, como eu, é um militante histórico da defesa dos Direitos Humanos. No meu gabinete, Tiago é responsável por estudar as pautas de votação, avaliar comigo os projetos propostos e me acompanhar diariamente no plenário. Fora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em sua atuação particular como advogado, ele colabora com o Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH) (…) Não há problema nem do ponto de vista legal nem do ponto de vista ético. Tiago é um excelente profissional e tem todo o direitos de exercer a advocacia onde achar justo”, afirma Freixo.
O deputado do PSOL que fora o segundo mais votado candidato à prefeitura do Rio na última eleição (2012) vê uma tentativa de setores da imprensa carioca de querer desmoralizá-lo e ligá-lo ao assassinato do cinegrafista da Band.
“Apesar de o vínculo do advogado Tiago Melo ao DDH ser legítimo e legal, ele serve ao jornal O Globo como arma da campanha difamatória que começou após a apresentação de Fábio Raposo à 17ª DP (São Cristóvão), no domingo (09/02). (…) Como o caminho adotado inicialmente pelo jornal se mostrou um beco sem saída e sem provas, O Globo usa linguagem sensacionalista para induzir os leitores a acreditar que há conflito na atuação de Tiago no DDH e que há ligações minhas com a violência nos protestos”, aponta a nota do deputado do PSOL.
“O Globo” afirma que Melo é um dos diretores do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), que em outubro passado já defendeu o tatuador Fábio Raposo, preso sob acusação de participação no crime contra o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago de Andrade.
Fábio Raposo, conhecido entre os militantes de esquerda como Fox, teria utilizado os serviços do DDH após uma série de manifestações em que fora autuado pela polícia por depredação patrimônio público.
Na nota, o deputado Marcelo Freixo admite que Thiago de Souza Melo é empregado do gabinete dele, mas diz que não há conflito de interesses no fato dele ajudar manifestantes a terem o direito constitucional de defesa garantido.
“A minha equipe é formada por pessoas ligadas aos movimentos sociais. Orgulho-me disso. Um deles é Tiago Melo, que, como eu, é um militante histórico da defesa dos Direitos Humanos. No meu gabinete, Tiago é responsável por estudar as pautas de votação, avaliar comigo os projetos propostos e me acompanhar diariamente no plenário. Fora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em sua atuação particular como advogado, ele colabora com o Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH) (…) Não há problema nem do ponto de vista legal nem do ponto de vista ético. Tiago é um excelente profissional e tem todo o direitos de exercer a advocacia onde achar justo”, afirma Freixo.
O deputado do PSOL que fora o segundo mais votado candidato à prefeitura do Rio na última eleição (2012) vê uma tentativa de setores da imprensa carioca de querer desmoralizá-lo e ligá-lo ao assassinato do cinegrafista da Band.
“Apesar de o vínculo do advogado Tiago Melo ao DDH ser legítimo e legal, ele serve ao jornal O Globo como arma da campanha difamatória que começou após a apresentação de Fábio Raposo à 17ª DP (São Cristóvão), no domingo (09/02). (…) Como o caminho adotado inicialmente pelo jornal se mostrou um beco sem saída e sem provas, O Globo usa linguagem sensacionalista para induzir os leitores a acreditar que há conflito na atuação de Tiago no DDH e que há ligações minhas com a violência nos protestos”, aponta a nota do deputado do PSOL.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Freixo diz que repudia a violência e reitera o lamento pela morte do cinegrafista da Band.
“Sou totalmente contra a violência, como método e como princípio. É fundamental para a democracia o fim da escalada de violência, do lado dos manifestantes e da polícia. (…) Reitero meu repúdio à violência de parte dos manifestantes e do estado. A democracia não ganha com isso”, avalia o deputado.
Veja a nota completa publicada por Marcelo Freixo:
“Primeiramente, quero voltar a lamentar a morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade. Sou totalmente contra a violência, como método e como princípio. É fundamental para a democracia o fim da escalada de violência, do lado dos manifestantes e da polícia. Dito isto, quero esclarecer as informações publicadas hoje pela imprensa.
A minha equipe é formada por pessoas ligadas aos movimentos sociais. Orgulho-me disso. Um deles é Tiago Melo, que, como eu, é um militante histórico da defesa dos Direitos Humanos. No meu gabinete, Tiago é responsável por estudar as pautas de votação, avaliar comigo os projetos propostos e me acompanhar diariamente no plenário. Fora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em sua atuação particular como advogado, ele colabora com o Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH).
O instituto existe desde 2007, foi criado após a chacina do Alemão, quando 19 pessoas foram assassinadas por Policiais Militares. O DDH atua em casos onde há violações de direitos humanos e presta assistência jurídica a pessoas que não podem pagar pelo serviço. O trabalho é belíssimo e de extrema importância para a democracia, mas não tem vinculação comigo ou com meu gabinete.
Desde junho de 2013, quando houve centenas de detenções em massa – muitas realizadas sem a apresentação de qualquer prova – várias entidades da sociedade civil, como o DDH, o grupo Habeas Corpus e a Ordem dos Advogados do Brasil prestaram auxílio aos detidos e atuaram para evitar prisões arbitrárias. Membros de todas essas entidades estiveram nas delegacias.
O direito de defesa é constitucional e fundamental para a cidadania. Ao advogado cabe a defesa do acusado e, à Justiça, libertá-lo ou não. Se muitos detidos foram posteriormente liberados, é porque os magistrados entenderam que não havia provas contra eles. Entretanto, é evidente que acho a tragédia que vitimou Santiago uma barbaridade abominável. Os responsáveis tem que ser punidos.
Apesar de o vínculo do advogado Tiago Melo ao DDH ser legítimo e legal, ele serve ao jornal O Globo como arma da campanha difamatória que começou após a apresentação de Fábio Raposo à 17ª DP (São Cristóvão), no domingo (09/02).
Vamos por partes. Ontem (10/02), o jornal publicou manchete tentando me vincular aos dois acusados. Segundo a reportagem, eu os conheceria. Forçaram a barra e usaram uma ligação telefônica ouvida exclusivamente pelo advogado Jonas Tadeu Nunes, mas estranhamente registrada e assinada na delegacia pelo seu estagiário, como prova dos supostos vínculos. Um indício extremamente frágil para sustentar uma acusação grave e irresponsável.
A suspeita, claro, não se confirmou. Fábio e o rapaz que teria deflagrado o rojão, Caio Silva de Souza, não têm qualquer ligação comigo ou com o PSOL. O Globo, em vez de se retratar, publicou hoje (11/02) uma nota pela qual a mãe do tatuador diz "achar que o filho conhecia o deputado Marcelo Freixo (PSOL)". Acha que conhecia? Eu acho que isso não é jornalismo.
Como o caminho adotado inicialmente pelo jornal se mostrou um beco sem saída e sem provas, O Globo usa linguagem sensacionalista para induzir os leitores a acreditar que há conflito na atuação de Tiago no DDH e que há ligações minhas com a violência nos protestos.
Não há problema nem do ponto de vista legal nem do ponto de vista ético. A legislação permite que qualquer assessor de qualquer gabinete exerça atividades fora da Assembleia Legislativa, desde que isso não atrapalhe suas atividades na Casa. Tiago é um excelente profissional e tem todo o direitos de exercer a advocacia onde achar justo.
Reitero meu repúdio à violência de parte dos manifestantes e do estado. A democracia não ganha com isso. O que precisamos é retomar as pautas dos protestos, que são justas e não foram atendidas”.
Fonte: Portal Terra - 12/02/2014
“Sou totalmente contra a violência, como método e como princípio. É fundamental para a democracia o fim da escalada de violência, do lado dos manifestantes e da polícia. (…) Reitero meu repúdio à violência de parte dos manifestantes e do estado. A democracia não ganha com isso”, avalia o deputado.
Veja a nota completa publicada por Marcelo Freixo:
“Primeiramente, quero voltar a lamentar a morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade. Sou totalmente contra a violência, como método e como princípio. É fundamental para a democracia o fim da escalada de violência, do lado dos manifestantes e da polícia. Dito isto, quero esclarecer as informações publicadas hoje pela imprensa.
A minha equipe é formada por pessoas ligadas aos movimentos sociais. Orgulho-me disso. Um deles é Tiago Melo, que, como eu, é um militante histórico da defesa dos Direitos Humanos. No meu gabinete, Tiago é responsável por estudar as pautas de votação, avaliar comigo os projetos propostos e me acompanhar diariamente no plenário. Fora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em sua atuação particular como advogado, ele colabora com o Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH).
O instituto existe desde 2007, foi criado após a chacina do Alemão, quando 19 pessoas foram assassinadas por Policiais Militares. O DDH atua em casos onde há violações de direitos humanos e presta assistência jurídica a pessoas que não podem pagar pelo serviço. O trabalho é belíssimo e de extrema importância para a democracia, mas não tem vinculação comigo ou com meu gabinete.
Desde junho de 2013, quando houve centenas de detenções em massa – muitas realizadas sem a apresentação de qualquer prova – várias entidades da sociedade civil, como o DDH, o grupo Habeas Corpus e a Ordem dos Advogados do Brasil prestaram auxílio aos detidos e atuaram para evitar prisões arbitrárias. Membros de todas essas entidades estiveram nas delegacias.
O direito de defesa é constitucional e fundamental para a cidadania. Ao advogado cabe a defesa do acusado e, à Justiça, libertá-lo ou não. Se muitos detidos foram posteriormente liberados, é porque os magistrados entenderam que não havia provas contra eles. Entretanto, é evidente que acho a tragédia que vitimou Santiago uma barbaridade abominável. Os responsáveis tem que ser punidos.
Apesar de o vínculo do advogado Tiago Melo ao DDH ser legítimo e legal, ele serve ao jornal O Globo como arma da campanha difamatória que começou após a apresentação de Fábio Raposo à 17ª DP (São Cristóvão), no domingo (09/02).
Vamos por partes. Ontem (10/02), o jornal publicou manchete tentando me vincular aos dois acusados. Segundo a reportagem, eu os conheceria. Forçaram a barra e usaram uma ligação telefônica ouvida exclusivamente pelo advogado Jonas Tadeu Nunes, mas estranhamente registrada e assinada na delegacia pelo seu estagiário, como prova dos supostos vínculos. Um indício extremamente frágil para sustentar uma acusação grave e irresponsável.
A suspeita, claro, não se confirmou. Fábio e o rapaz que teria deflagrado o rojão, Caio Silva de Souza, não têm qualquer ligação comigo ou com o PSOL. O Globo, em vez de se retratar, publicou hoje (11/02) uma nota pela qual a mãe do tatuador diz "achar que o filho conhecia o deputado Marcelo Freixo (PSOL)". Acha que conhecia? Eu acho que isso não é jornalismo.
Como o caminho adotado inicialmente pelo jornal se mostrou um beco sem saída e sem provas, O Globo usa linguagem sensacionalista para induzir os leitores a acreditar que há conflito na atuação de Tiago no DDH e que há ligações minhas com a violência nos protestos.
Não há problema nem do ponto de vista legal nem do ponto de vista ético. A legislação permite que qualquer assessor de qualquer gabinete exerça atividades fora da Assembleia Legislativa, desde que isso não atrapalhe suas atividades na Casa. Tiago é um excelente profissional e tem todo o direitos de exercer a advocacia onde achar justo.
Reitero meu repúdio à violência de parte dos manifestantes e do estado. A democracia não ganha com isso. O que precisamos é retomar as pautas dos protestos, que são justas e não foram atendidas”.
Fonte: Portal Terra - 12/02/2014
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