sábado, 15 de fevereiro de 2014

OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS DA NOVELA MEXICANA DO DF SÓ DEPOIS DA COPA.

Por Renato Riella

As pesquisas indicam que os nomes mais valorizados pelos 
eleitores na eleição de governador do DF são quatro, todos 
com difícil viabilização.

O mais forte em todas as pesquisas é Joaquim Roriz, com 
pelo menos 30% de aceitação popular em qualquer pesquisa.
 Se for candidato, certamente estará pelo menos no segundo turno. ..

Mas temos de considerar que existe chance quase zero de se ver 
Roriz disputando novamente eleição em Brasília. Por um lado, 
existe a questão de saúde. Ele precisaria fazer transplante de rim
 para sair do tormento pelo qual passa, ao sofrer sessões diárias
 de hemodiálise.

Além disso, Roriz está condenado (junto com seu ex-secretário de 
Comunicação Social, Weligton Moraes), por juiz do DF, em função 
de contratação irregular de agência de publicidade. Presume-se 
que este processo seja julgado por colegiado ainda este ano, o 
que tornaria o ex-governador inelegível, de acordo com a Lei
 da Ficha 
Limpa.

Roriz tem ainda outra ameaça. Alega-se que, tendo renunciado 
ao Senado em 2007, fugindo de processo de cassação no 
Conselho de Ética, seria inelegível – também por causa da Lei 
da Ficha Limpa.

ARRUDA TEM UM CAMINHÃO E
MAIS UMA CAÇAMBA DE PROCESSOS

Outro que aparece destacado em pesquisas (bem abaixo do Roriz)
 é o famigerado ex-governador José Roberto Arruda. Este é tão
perigosamente convincente, que enorme quantidade de gente 
acredita na sua volta como homem forte da política no DF. O povo
 não se emenda!

Arruda tem cerca de 20 processos nas costas, podendo fechar
 este ciclo judicial, dentro de alguns anos, com cerca de 100 anos
 de condenação – e mais a obrigação de devolver ao governo mais 
de R$ 100 milhões. Mesmo assim não baixa a bola.

O processo mais maduro contra Arruda é o do Painel do Senado, no
 qual ele já foi condenado em primeira instância a cinco anos de
 prisão. 
Se dançar em segunda instância, ficará inelegível pela Lei da 
Ficha Limpa.
 Mas há tantos outros, que um destes estourará antes da
 campanha eleitoral.

O terceiro nome forte das pesquisas é Reguffe. Este, mesmo se 
conseguir ser escolhido candidato a governador pelo PDT, 
terá dificuldade para se fazer conhecer fora do círculo onde
 hoje é forte. Para a chamada periferia, formada por cidades 
de populações mais carentes, o discurso da ética não tem efeito.

O quarto político nas pesquisas é a deputada distrital Eliane
 Pedrosa, que já foi secretária de Serviços Sociais. Nessa
 condição, fez um amplo mailing de pessoas carentes, muito útil 
em campanha eleitoral. Ela tem o partido PPS como grande
 limitador. Na verdade, de forma contraditória, sendo uma autêntica
 representante da direita, com reconhecidos interesses empresariais no
 DF, Eliana logo entrou no PPS, o antigo Partidão, 
Partido Comunista Brasileiro. Nada mais incoerente.

QUEM DEVE MESMO
SER CANDIDATO?

Há quatro nomes que despontam como candidatos 
a governador, todos “ostentando” nas pesquisas atuais percentuai
 abaixo dos 10%, na média.

O mais óbvio é o governador Agnelo Queiroz. Blogs insistem 
que o PT vai trocar ele por outro nome (quem? Magela? Bergue? 
Arlete? Wasny?)

Não dá para acreditar mais em mudança. O candidato tende a ser
 mesmo Agnelo, que vai tentar sair lá de baixo nas pesquisas para
tentar ocupar posição num dificílimo segundo turno.

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é um candidato a governador
 praticamente garantido. Como ele tem mais quatro anos de mandato 
no Senado, pode arriscar sem perder nada. Além disso, o governador
 do seu partido, Eduardo Campos, candidato a presidente, precisa de
 um palanque em Brasília.

Rollemberg está escalado para disputar a eleição, mas ainda não 
acordou para a necessidade de ocupar espaço. Hoje a população
 nem sabe que ele será candidato e nem conhece suas
propostas (na verdade, talvez conheça a proposta discutível de se
 eleger administrador regional no DF).

Toninho do PSOL mais uma vez deve ser candidato. Ele é marido 
da ex-deputada Maninha. Esta, se aceitasse ser candidata a
 governadora, teria muito mais chance.

Maninha é conhecida, exerceu mandatos importantes no DF
 e tem postura eleitoral mais agressiva. Num possível debate em 
TV, essa ex-deputada quase certamente seria a melhor entre todos
 os candidatos e poderia dar trabalho aos concorrentes. Mas parece
 que teremos mesmo o Toninho, de novo.

A quarta opção na disputa do governo vem do PSDB. Meu palpite
 é de que o candidato a presidente, Aécio Neves, vai escolher o
 deputado Luiz Pitiman para concorrer como candidato a governador.
 No entanto, o também deputado federal Izalci Lucas está na disputa 
interna do partido, assim como o ex-secretário de Obras do
 Arruda, Márcio Machado.

Se for Pitiman, vai dar trabalho, pois é um trator em matéria 
de campanha eleitoral. O PT já percebeu isso e começou a bater no
 Pitiman antes da hora.

O certo é que não existe entusiasmo popular em relação aos 
candidatos a governador.

Quem sabe depois da Copa!
Fonte: Blog do Riella - 15/02/2014

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