Os brasilienses estão dando um recado claro para os políticos da capital federal. Parece que a esquerda não vai ter muito sucesso nas próximas eleições. Não sou eu que estou falando, basta olhar os últimos números do Instituto Dados, que traz Aécio Neves (PSDB) liderando a pesquisa com 22,9% contra 21,9% da presidente Dilma Rousseff (PT). Um empate técnico a considerar a margem de erro.
O levantamento foi feito entres os dias 10 e 17 de fevereiro, onde foram ouvidas 3 mil pessoas no Distrito Federal.
Antes dessa pesquisa, Aécio aparecia muito mal e a preferência do eleitorado candango era a ex-senadora Mariana Silva, que perdeu o prestígio por aqui. Já Eduardo Campos patina na casa dos 8%.
O PSDB-DF até que poderia comemorar, mas não é bem assim. Apesar de forte, a legenda ainda não apresentou um nome de impacto. O deputado federal, Luiz Pitman (PSDB) um dos cotados é considerado um nome fraco para essa disputa. Me perdoem os críticos, mas eu concordo com essa tese. Acho que o Pitman não representa o tucanato local, além de não ser conhecido do eleitorado de Brasília. Considero a ex-governadora Maria Abadia o nome mais forte da legenda. Carisma e prestígio, Abadia tem de sobra, só que a tucana vive reclusa, e quase nunca dá as caras.
Os números retratam que o governador Agnelo Queiroz não ajuda a presidente Dilma, a ter prestígio desejado em Brasília. Mesmo com uma máquina bilionária, Agnelo não emplaca. Como eu tenho escrito aqui com muita insistência, os petistas acreditam em um W.O como estratégia vencedora.
Além disso, o PT-DF não acredita na liderança dos ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz(PRTB). Os petistas tem toda a certeza que a dupla do barulho são as cartas fora do baralho da sucessão.
Os números não mentem e o eleitorado do DF está mandando um recado. Quer o novo. Mas a falta de opções e nomes consistentes pode levar o brasiliense a pensar: “Para colocar porcaria, deixa a porcaria mesmo.” Está dado o recado.
Por Odir Ribeiro
Fonte: Redação
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