sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Governador do DF convoca reunião com cúpula de segurança

Agnelo discute estratégias de combate à onda de crimes na capital federal.


Em, janeiro, número de homicídios é 40% maior que mesmo mês de 2013.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, convocou toda a cúpula da segurança pública para discutir ações para conter a criminalidade na capital federal. Participam da reunião na manhã desta sexta (31) o secretário de Segurança, Sandro Avelar, o comandante da Polícia Militar, Anderson Moura,  e os comandantes de todos os batalhões da PM.
Com mais de meia-hora de atraso, governador Agnelo Queiroz (direita) chega à reunião de cúpula da área de segurança; ele foi recebido pelo secretário Sandro Avelar (esquerda)  (Foto: Raquel Morais/G1)Com de mais meia-hora de atraso, governador Agnelo Queiroz (direita) chega à reunião de cúpula da aréa de segurança; ele foi recebido pelo secretário Sandro Avelar (esquerda) (Foto: Raquel Morais/G1)
A reunião é a segunda em menos de 10 horas. Na noite desta quinta-feira, o governador se reuniu com Avelar no Palácio do Buriti, sede do governo do DF, para discutir estratégias de combate à violência. Em janeiro, o número de homicídios no Distrito Federal teve um aumento de mais de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com o secretário de Segurança, a operação tartaruga deflagrada por policiais militares e bombeiros contribuiu para os índices negativos do setor. Os PMs reivindicam reajuste salarial e a reestruturação da carreira, entre outros pontos.
Cartaz afixado em parada de ônibus na área central de Brasília (Foto: Raquel Morais/G1 DF)Cartaz afixado em parada de ônibus na área central de
Brasília (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
O cabo Eliomar Rodrigues disse que os policiais esperam o resultado da reunião. "Vamos aguardar para ver qual vai ser o procedimento do GDF [em relação ao resultado da reunião]. Estamos tranquilos porque estamos agindo sempre dentro da lei", afirmou.
Nesta manhã PMs colocavam cartazes em pontos de ônibus cobrando do GDF melhores condições de trabalho. Rodrigues negou que o movimento dos PMs e bombeiros tenha caráter político. “Não somos inimigos da sociedade, nem do governo."
Nos cartazes, a polícia atribui a culpa pela onda de violência que atinge diversas regiões no Distrito Federal ao governador Agnelo Queiroz, que, segundo a PM, por não cumprir as 13 promessas feitas durante a campanha, entre elas a de reajuste salarial.
“São 30 mil cartazes. Em cada região tem um representante Aspra [Associação de Praças, Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal] distribuindo. É ‘tartarugão’ na cabeça, não mudamos, não adianta ameaçar no jornal, fazer reunião. Quem manda são os policiais”, disse o presidente em exercício da Aspra, sargento Sansão Barbosa.
Governador Agnelo Queiroz se reúne com cúpula de segurança pública do DF (Foto: Raquel Morais/G1 DF)Governador Agnelo Queiroz se reúne com cúplula de segurança pública do DF (Foto: Raquel Morais/G1 DF)
Aumento da violência
A um dia do fim do mês de janeiro, o número de homicídios no DF subiu 38,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 68 homicídios haviam sido registrados no DF entre o dia 1º e a manhã de quinta-feira, 19 a mais que nos 31 dias do mesmo mês de 2013.
Nesta quinta, o governador Agnelo Queiroz criticou o movimento dos policiais e disse – sem detalhar as ações– que vai tomar todas as medidas para assegurar a segurança da população. “A Polícia Militar tem todo o direito de reivindicar, o que eles não têm direito é de colocar em risco a vida da população. O GDF vai tomar todas as medidas necessárias para que Brasília não se torne refém do medo", afirmou.
Mãe de jovem morto após tentativa de assalto em Águas Claras chora ao abraçar familiar durante o velório (Foto: Lucas Nanini/G1)Mãe de jovem morto após tentativa de assalto em
Águas Claras chora ao abraçar familiar
(Foto: Lucas Nanini/G1)
De acordo com o secretário de Comunicação, André Duda, as recentes notícias de violência, incluindo a morte de um homem em frente ao prédio dele, em Águas Claras, em uma tentativa de assalto, motivaram o comentário.
Leonardo Almeida Monteiro, de 29 anos, voltava da academia e estacionava o carro na porta quando foi abordado por três homens. Testemunhas afirmam que crianças que brincavam no prédio viram a cena e gritaram, para alertá-lo. A vítima tentou correr, mas foi atingida no pescoço.
Na segunda-feira (27), o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, admitiu pela primeira vez que o protesto dos policiais tem influenciado negativamente o índice de criminalidade em Brasília. Segundo ele, houve redução de 40% no número de armas apreendidas no período, em relação à média dos meses anteriores – de 130 para 80
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