quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Conchavos podem levar Brasília a mais quatro anos de perdição

O  bom-senso da população do Distrito Federal não pode mais ficar suscetível a interferência de factóides eleitoreiros. A tentativa de se plantar, no imaginário político do brasiliense, parâmetros plebiscitários para o embate eleitoral de outubro de 2014, é o mesmo que começar uma eleição já no 2º turno.

A suposta união de personagens políticos de passado controverso, não pode, nem deve ser considerada como ponto definitivo  para determinar a diferença entre o bem e o mal nas próximas eleições, muito pelo contrário. 

Juntos, os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz colecionam diversos êxitos administrativos em suas passagens pelo Palácio do Buriti, entretanto, também construíram uma história de escândalos.

O desempenho de ambos no processo eleitoral não deve ser superestimado, considerando que suas fragilidades encontram-se, momentaneamente, resguardadas num ambiente temporal que antecede a efetiva campanha.

A crise administrativa atual no GDF tem sido o combustível que turbina as pretensões do retorno político de Arruda e Roriz, juntos ou separados. No entanto, o campo da batalha eleitoral já se prenuncia completamente minado para ambos.

O sentimento das ruas é de profunda mudança. Nesse contexto, a confirmação oficial das pré-candidaturas de Rodrigo Rollemberg e Eliana Pedrosa vem ao encontro da necessidade de uma nova alternativa eleitoral, na medida em que ambos assumem a postura de libertação de antigas amarras políticas.

A realidade política do Distrito Federal requer um debate eleitoral enriquecido pela pluralidade de opiniões, de maneira que a população possa livremente escolher dentre as diversas opções, aquela que venha transferir a confiança necessária para receber o seu voto.

Qualquer prática que pretenda eliminar ou até mesmo tolher o debate político, deve ser entendida como perniciosa ao interesse público, portanto, digna de ser veementemente rechaçada, sob pena de favorecer o aparecimento da figura de um ou mais “salvadores da pátria”.

E daí, poderão ser mais quatro anos perdidos.


por Guardian Notícias João Zisman 

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