O bom-senso da população do Distrito Federal não
pode mais ficar suscetível a interferência de factóides eleitoreiros. A tentativa
de se plantar, no imaginário político do brasiliense, parâmetros plebiscitários
para o embate eleitoral de outubro de 2014, é o mesmo que começar uma eleição
já no 2º turno.
A suposta união de personagens políticos de passado
controverso, não pode, nem deve ser considerada como ponto definitivo para
determinar a diferença entre o bem e o mal nas próximas
eleições, muito pelo contrário.
Juntos, os ex-governadores José Roberto Arruda
e Joaquim Roriz colecionam diversos êxitos administrativos em suas passagens
pelo Palácio do Buriti, entretanto, também construíram uma história de
escândalos.
O desempenho de ambos no processo eleitoral
não deve ser superestimado, considerando que suas fragilidades encontram-se,
momentaneamente, resguardadas num ambiente temporal que antecede a efetiva
campanha.
A crise administrativa atual no GDF tem sido o
combustível que turbina as pretensões do retorno político de Arruda e
Roriz, juntos ou separados. No entanto, o campo da batalha eleitoral já se
prenuncia completamente minado para ambos.
O sentimento das ruas é de profunda mudança. Nesse
contexto, a confirmação oficial das pré-candidaturas de Rodrigo Rollemberg
e Eliana Pedrosa vem ao encontro da necessidade de uma nova alternativa eleitoral,
na medida em que ambos assumem a postura de libertação de antigas amarras
políticas.
A realidade política do Distrito Federal requer
um debate eleitoral enriquecido pela pluralidade de opiniões, de maneira
que a população possa livremente escolher dentre as diversas opções, aquela que
venha transferir a confiança necessária para receber o seu voto.
Qualquer prática que pretenda eliminar ou até mesmo
tolher o debate político, deve ser entendida como perniciosa ao interesse
público, portanto, digna de ser veementemente rechaçada, sob pena de
favorecer o aparecimento da figura de um ou mais “salvadores da pátria”.
E daí, poderão ser mais quatro anos perdidos.
por Guardian Notícias João Zisman

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